sexta-feira, 25 de setembro de 2015

19 de fevereiro - La Paz

A noite foi fria. Por volta das 2h da manhã eu levantei pra ir ao banheiro e o termômetro tava marcando 6 graus. Nada mal pra uma noite de verão! Acordei cedo, tomei dois copos de iogurte de chirimoya, que é uma fruta muito parecida com a nossa fruta-do-conde [ou pinha, ou ata, depende do lugar onde você mora].

-- dois litros de iogurte consistente, paguei pouco mais de três reais --

Ainda de manhã, saí pra levar a moto na concessionária da Honda pra trocar óleo, trocar corrente e dar uma revisada nos freios. Pra um serviço que aqui em Bauru eles fazem em 15 ou 20 minutos, tive que largar a moto lá até o dia seguinte na hora do almoço.

Saí de lá a pé e fui dar um rolezão no centro de La Paz. No segundo dia já estava cansando menos, mas ainda assim foi difícil. Apesar do frio da noite, a manhã estava bem quente e as ladeiras são uma grande treta.

-- e tome ladeira! --

Na avenida principal tava rolando uma passeata cheia de cholas, reivindicando alguma coisa relacionada a trabalho campesino e reforma agrária, mas não consegui entender bem o que era. Me chamou a atenção o tamanho da passeata e a forma ordeira como ela se desenrolou.

-- descobri que as cholas ganham uma grana do
governo pra se vestirem com essas roupas típicas --

-- e o Cristoforo Colombo olhando de camarote... --

Almocei no Burger King, pois era um dos únicos lugares que tinha conexão wireless. Eu tinha que enviar uma grana pra Denise e precisava pegar o número da conta dela. E também era preciso pesquisar onde era o Banco do Brasil, pois ele havia mudado de endereço e ninguém sabia me dizer onde ficava.

-- vista de La Paz do elevador do edifício onde fica o Banco do Brasil --

-- La Paz: manchas laranjas encostadas nas montanhas --

Depois do almoço achei o banco e encontrei uns brasileiros lá. Uns caras de Manaus que estudam medicina em La Paz. A faculdade mais barata em Manaus custava R$ 2.000,00; com essa grana, eles pagam aluguel, fazem compras, pagam a faculdade e um deles tá economizando pra comprar uma motoca. Bela diferença!

-- um dos manauaras se ofereceu pra me fotografar, pra provar que estive ali mesmo --

Fiz o que tinha que fazer e voltei pra Casa de Ciclista. Fiquei boa parte da tarde limpando a mochila e arrumando as coisas.

Os ciclistas chilenos se despediram, fizemos fotos e eles seguiram viagem, rumo ao Equador. Na sequência, fui ao supermercado e fiquei encantado com a variedade de batatas que se encontra por lá.

-- essas batatas escuras têm um gosto bom, mas a textura é difícil de acostumar --

-- essas rosadas são MUITO boas! --

Na volta, já estava tranquilo em relação à altitude, não sentia mais aquele cansaço terrível. Então resolvi fazer um caminho maior e fazer algumas fotos.










Cheguei no apê, preparei umas batatas diferentonas com queijo, troquei ideia um pouco com o pessoal que tava hospedado, liguei pra Denise e dormi cedo, com a chuva caindo la fora.

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