Acordei no domingo bem cedo pra partir pra La Paz. Recolhi o resto de roupa que estava secando no varal, arrumei as coisas na moto, tomei um café reforçado e, às 8h30 eu já estava me despedindo dos gringos e do Don Alex, que me recebeu tão bem em seu hostel. Trepei na moto e:
Éééé, meus amigos... a moto não ligava. Aliás, o painel nem acendia. =(
Pleno domingão ensolarado, nenhum mecânico aberto, o jeito foi desfazer as malas, desmontar a bateria da moto e aproveitar mais um dia na aprazível Cochabamba. Depois do almoço, saí do hostel e fui caminhando até o centro da cidade, que ficava a uns 8 km do hostel, e encontrei bastante coisa.
Encontrei [e comi] huminta, a pamonha boliviana, que é igualzinha à nossa.
Encontrei pichações e mensagens que me fizeram rir:
Encontrei uma rua que mandaram ladrilhar [embora não fosse com pedrinhas de brilhante]:
Encontrei bairros com portais:
Encontrei carros tunados:
Encontrei cachorros miméticos:
Encontrei uns busão loko bagarai:
Encontrei um plágio do antigo Unibanco:
Encontrei o estádio municipal em dia de vitória de um dos clubes locais, o Club Aurora:
Encontrei uma parrillada completa por R$ 7,50:
Encontrei estátuas dos mártires da independência, como esta do Simón Bolívar:
Encontrei alamedas arborizadas:
Encontrei praças e igrejas:
Encontrei também muitas "cholas" -- aquelas índias em trajes típicos -- e conversei com muitas pessoas nesse caminho. Ao contrário do que me disseram, os cochabambinos são muito simpáticos, muito acessíveis e, principalmente, muito prestativos.
No fim da tarde eu já tava cansadão e peguei um ônibus 'mutcho loco', igual ao da foto acima, pra voltar ao hostel. Ainda tive tempo de entrar em um supermercado e ouvir na rádio uma música que já fez muito sucesso por aqui:
Jantei Chips Ahoy!, que é o nome da Chocooky por lá. O pacote custa pouco mais de dois Reais. =D
Joguei paciência, li um pouco e fui dormir cedo, ansioso por dar um jeito na bateria da moto no dia seguinte.