O Cabanãs de Las Lilas é amplo e bem confortável. O grande saguão, com mesa de sinuca, sofás, pufes, TV, lareira, livros e um bar, convida os hóspedes a permanecerem mais tempo no local, trocar ideias e tornar a viagem uns dos outros em uma experiência mais cosmopolita.
-- saguão, lado direito --
-- saguão, lado esquerdo --
O lado de fora é beeeeeem grande. Um gramadão enorme, com um playground, uma área de descanso coberta, uns apetrechos pra ginástica e muitas plantas, além de uma piscininha que estava vazia [em obras].
-- playground no 1º plano, dormitórios ao fundo --
-- dormitório da Helga --
-- bom pra dar uma relaxada --
-- piscininha --
-- relaxando --
-- dormitório à esquerda, banheiros à direita --
-- olha o tamanho desse gramado... --
-- o dormitório onde fiquei --
Depois de tomar um café da manhã simples -- mas muito gostoso -- e trocar ideia com um grupo de maratonistas chilenos que estavam treinando na altitude pra chegar na próxima prova com mais gás, lavei minhas roupas, li um pouco e fiquei fotografando o hostel e os arredores. Um diazinho relaxante, mesmo.
-- "trago esta rooooosa..." --
-- lendo um livro na companhia do Locoto --
-- essa flor que abre de manhã e fecha à noite tem aos montes por ali --
-- passa uma estradinha e um córrego do lado do hostel --
-- florzinhas --
-- mais florzinhas --
-- mais florzinhas ainda --
-- é, eu curto flores, mesmo... --
-- bêia --
-- Locotão, de novo --
Andando pelos arredores, encontrei uns escoadouros de água com umas comportas nas calçadas. Quando voltei ao hostel, perguntei ao D. Alex qual era a função disso e ele me explicou que como a região é montanhosa e o bairro -- por ser afastado -- tem pequenas propriedades que cultivam milho, trigo e outras culturas, essas comportas ajudam a direcionar as águas para as plantações e evitar que as ruas fiquem inundadas nas épocas de chuva.
-- e o negócio funciona mesmo! --
Em frente ao hostel tinha uma típica vendinha boliviana. Nesses estabelecimentos, o cliente não entra: tem uma campainha que você toca e o dono vem te atender ali por uma janelinha. Essa, em especial, ficava abaixo do nível da rua, então as pessoas têm que ficar agachadas pra conseguir falar com os proprietários.
-- ninguém se incomoda de ficar agachado em frente à vendinha --
Comprei um pacote de macarrão e uns ovos na vendinha. Durante o jantar, fiquei batendo papo com um casal muito simpático que estava hospedado por ali: um senhor estadunidense e uma senhora peruana. Os dois se conheceram e se casaram quando moravam em Cochabamba, depois se mudaram para uma cidade costeira em Connecticut, EUA, mas vêm todo ano para a América do Sul, visitar parentes no Peru e amigos na Bolívia. Agora pasmem: me disseram que morrem de vontade de conhecer o Brasil, mas que ainda não vieram porque é um país muito caro!
Depois dessa, fui deitar e conversar um pouco com a minha Preta antes de dormir, pois no outro dia eu partiria para La Paz.


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